Sobre Kabbalah
Hekkat
Cursos e Eventos
Técnicas Terapêuticas
Origem da Kabbalah
Lendas e Contos
Grandes Mestres
Perguntas Freqüentes
Como Chegar
Fale Conosco
Página Inicial

Origem da Kabbalah

Existem diversos mitos que descrevem a possível origem da Kabbalah. Dentre estes, o mais conhecido afirma que ela teria sido revelada a Moisés no monte Sinai junto com a Torah (os primeiros cinco livros da Bíblia ou, também, a Lei). Desta forma, teriam sido entregues ao homem, ao mesmo tempo, uma Torah escrita, que constitui o Pentateuco, e uma Torah oral, com as interpretações da Lei. Esta incluiria também a Kabbalah e conteria as chaves para compreender os segredos ocultos na Torah.

Outros mitos semelhantes atribuem a origem da Kabbalah a diversas personagens bíblicas: a Adam, a seu terceiro filho Seth, ao patriarca Abraham ou ao misterioso sacerdote Malquitzedec. Todos eles têm em comum a afirmação de uma revelação como origem hebraica para esta Ciência. Alguns autores muito respeitados, porém, afirmam seu caráter universal.

Por exemplo, Alexandre Safran, Grão Rabino de Genebra e professor da Universidade daquela cidade diz, num de seus livros: "A Kabbalah supera em antiguidade mesmo à Revelação Sinaítica. Remonta aos tempos pré-históricos e Moisés não fez mais do que introduzi-la na história de Israel."

Saul Raskin, referindo-se aos Mestres de quem aprendeu diretamente a Kabbalah, afirma: "Deles eu ouvi que o primeiro a estudar a Kabbalah foi Adam Harishon o primeiro homem criado por Deus. Depois veio Shem, o segundo filho de Noé, Abraham foi o próximo, depois os egípcios, Moisés, os Anciãos, Simeon ben Iohai e todo aquele que foi um Tzaddik ".

De qualquer forma, a Kabbalah acompanha a história de Israel a partir do período do êxodo e encontrou, desde então, diversas formas de manifestação.

O primeiro livro que pode ser considerado como um texto puramente kabbalístico é o chamado Sefer Ietzirá, que teria sido escrito em algum momento entre os séculos II e IV da era cristã. Na verdade, ele parece recolher ensinamentos transmitidos de forma oral desde uma remota antiguidade, já que o próprio texto afirma que os conhecimentos ali contidos foram revelados ao patriarca Abraham.

Em torno do século XIII a Kabbalah começa a adquirir características mais definidas de filosofia mística. No século XII, na Provença, aparece o Sefer ha Bahir, o Livro da Claridade e, já no século seguinte, aparece na Espanha a obra mais tradicional de Kabbalah especulativa, o Sefer ha Zohar, o Livro do Esplendor.

Quase ao mesmo tempo surge um dos maiores mestres kabbalistas de todos os tempos, Abraham ben Samuel Abulafia, autor de diversos escritos sobre a arte da combinação de letras e famoso como taumaturgo entre seus contemporâneos.

No século XVI aparece outro dos grandes mestres, Rabi Isaac Luria, que desenvolveu uma doutrina muito particular e influenciou todo o desenvolvimento posterior da mística judaica.

Dois séculos depois surge outro grande místico, Rabi Israel ben Eliezer, mais conhecido como o Baal Shem Tov, o Mestre do Bom Nome. Ele criou um movimento religioso conhecido como Hassidismo, que se diferenciou da religião ortodoxa em vários aspectos: buscava a Deus através da alegria e do coração, e era mais próximo do povo simples. Este movimento, que subsiste até nossos dias, nos interessa aqui do ponto de vista histórico porque seus mestres eram grandes conhecedores da Kabbalah Luriana. Sobre a história e filosofia do Hassidismo, o leitor pode consultar os livros de M. Buber, E.Wiesel e D.Ben-Amos e J.R.Mintz, entre outros, citados na bibliografia recomendada.

 
Instituto Helion
R. Padre Eugênio Lopes, 70 - Caxingui
CEP: 05615-010 - São Paulo - SP
Tel.: (11) 3722-1323
e-mail: instituto_helion@hotmail.com
www.institutohelion.org.br
topo